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Começando a Semana #2

Por em 16 mar 2014 em Marcador | Sem comentários

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Vida após PI

Este documentário é essencial, faz parte de um post que já escrevi aqui no blog, sobre a “Arte de cobrar pela arte” de Mauricio de Souza. Gastei meia hora muito útil de minha vida, não foi possível ainda refletir muito a respeito, porque não é um assunto de domingo, e sim um assunto para a vida de quem trabalha com arte ou até outras atividades. É perfeito trabalhar com o que se gosta, mas há que ter muito cuidado para saber negociar isto em um mundo onde dependemos disso para sobreviver.

O Montalvo Machado é um grande defensor destes assuntos no Facebook, quem está envolvido com arte precisa escutá-lo. Até porque normalmente culpamos com quem negociamos, mas somos nós que abrimos brecha para aceitar imposições do mercado. Entre fazer um mau negócio e deixar o tempo livre para tentar outras coisas, melhor deixar o tempo livre para outras coisas. Apesar que quem negocia mal aqui, vai negociar mal lá, ou seja, é preciso educação para precificar. Não se trata de aprender a explorar, mas aprender a negociar imprevistos, atrasos, mudanças e outros aspectos que podem fazer trabalhar muito mais. E aqui temos os gênios que fizeram Vida de Pi e a produtora de efeitos especiais que faliu após Pi ganhar 2 Óscars de efeitos visuais. Como isto acontece? Reconhecimento não paga as contas. E as contas são pagas por negociações, que podem ou não prever uma série de problemas que aparecem no caminho. Culpar os estúdios é ridículo, porque quem faz o próprio preço é o profissional, o maior culpado disso tudo é o próprio profissional, o resto é consequência.

Sempre haverão atitudes que tentam explorar o profissional, isoladas ou não, mas se sabe negociar, elas podem facilmente ser derrubadas. Uma das maiores dificuldades do profissional é deixar a paixão de lado e até negar um serviço, porque ele ama tanto trabalhar com aquilo que dinheiro se torna pequeno, mas estamos falando aqui de sustentabilidade e não somente de pagar as contas, esperemos que daqui para frente, com a falência deste estúdio estas coisas mudem, porque estamos falando do risco de inviabilizar uma área artística que tanta gente adora ver seus resultados hoje em dia. Aqui o link para o documentário.

 

Criatividade Livre

Embarcando nesta problemática de como o mundo é formado hoje em dia, participei expondo minhas dúvidas sobre a criatividade livre em um mundo capitalista, ou vamos dizer diferente, como trabalhar colaborativamente, onde os resultados são para todos, em um mundo que promove o egoismo e a necessidade de gastar todo o tempo do indivíduo em buscar a sobrevivência? O resultado neste link.

Este trabalho do Corais, uma plataforma que promove projetos colaborativos livres costuma soltar iniciativas frequentes de escrita de livros comunitários, escrito por vários envolvidos. Este ano está se desenhando um novo título que envolve estes assuntos da Criatividade livre e coletiva e como promovê-la. É um assunto muito interessante, temos ótimos exemplos no mundo de trabalhos entregues de forma totalmente livre que criaram toda uma tendência tecnológica mundial diferente da que conhecemos, como o software livre (Linux, HTML5, CSS3). Quando você visita um site hoje, ele pode ter sido totalmente desenvolvido com tecnologia de software livre, ou seja, sem a necessidade de pagar licenças ou mesmo usar a pirataria para desenvolver o trabalho. É uma grande mudança de paradigma e só foi possível porque muitas pessoas deram horas de trabalho de suas vidas para cristalizar isto, apenas trabalhando por paixão e pelo bem coletivo.

Hoje há indústrias de software que se baseiam no software livre e até sobrevivem dele. De que forma? A tecnologia é livre, mas a assistência ou a pessoa que desenvolve naquela linguagem recebe por ser um especialista nela. As empresas já economizam muito somente em não ter que pagar milhares de dólares ou reais em licenças de software proprietário. A estrutura reduz bastante e fica muito mais fácil manter por mais tempo sobre um software livre que se torna popular. É claro que a necessidade de sobrevivência cria necessidade de cobrar pelo serviço, mas estas indústrias de software acabam se organizando de forma micro empreendedora, ou seja, um programador cria uma solução avançada para um software livre, dando bastante retorno para diversos outros programadores ou empresas, e paga por esta expansão, vamos dizer assim, um valor bem menor que o normal, na faixa de 20 a 200 dólares por licença, como a compra é feita diretamente com o programador e ele oferece via internet, ele consegue encontrar muito mais compradores e manter um preço muito baixo se comparado com multinacionais e grandes corporações, seria como se estivéssemos comprando diretamente de um produtor agrícola o produto que ele mesmo planta. Ou seja, muita gente hoje sobrevive de software livre. Muitas empresas conseguem ter tecnologias que antes não teriam acesso por causa de software livre, e quando precisam expandir, sempre encontram consultores daquela linguagem a preços acessíveis aos seus custos.

Este é um exemplo de trabalho colaborativo que envolve criatividade que mudou algumas tendências mundiais, mas bom seria se estas iniciativas fossem além disso, para por exemplo mudarem os espaços públicos locais de nossas cidades, onde diversos cidadãos se unissem para criar coletivamente e mudar problemas sociais locais. Como disse o Fred, parar de pensar globalmente para conseguir realizar localmente. Como os conceitos de APL (Arranjos produtivos locais) ou mesmo iniciativas livres locais para mudar uma cidade ou bairro, sem a necessidade de haverem vampiros querendo ganhar algo com aquilo, seja lucro, poder ou reconhecimento. É difícil, mas não impossível.

 

Graph with pure CSS3

Esta semana criei meu primeiro Fiddle público, um repositório de códigos CSS, HTML e Javascript, para testar códigos e deixar livre para todos. Nunca fui muito de disponibilizar o que eu fazia, porque não conseguia fazer coisas relevantes que realmente ajudariam muitos, mas este código é interessante e até consegui dinamizar ele com PHP gerando gráficos com CSS3 puro, sem necessidade de Javascritp. É como se estivesse desenhando com CSS3. Dá trabalho dinamizar o gráfico porque é preciso puxar as medidas de cada lado como se estivesse movendo as cordas de uma marionete, mas chega uma hora que se domina a técnica. O rsultado da base pura sem dinamização pode ser vista no link.

 

Documentários sobre alimentação

Procurando o que ver no Netflix, vi os documentários do TED, que conhecia só por ver por ai e não tinha parado para ver. Também achei dois sobre alimentação, muito esclarecedores e nada extremistas em suas visões.

Food Inc.: fala sobre o subsídio do Governo Americano a grandes produções de soja e milho, os problemas que isto provoca e contra-argumenta sobre a principal dúvida levantada por quem combate transformar a indústria em algo mais natural: como produzir alimentos orgânicos para todos? Mostra as alternativas encontradas pelo próprio supermercado WalMart, que para mudar a visão que os americanos tinham sobre sua imagem “predatória”, passou a subsidiar comida orgânica para ajudar na mudança da sociedade americana que luta contra a obesidade. Interessante ver sobre uma fazenda americana que simplesmente voltou a produzir a moda antiga, eu separaria produção orgânica de voltar as raízes, porque acredito que a produção orgânica tem mais estratégia e inteligência, enquanto voltar as raízes é algo mais natural e focado na observação da natureza sem tantos artifícios estratégicos. Ou seja, ele passou a tratar gado com pasto, voltou a ter um matadouro de galinhas a moda antiga com resultados 3x menores de contaminação bactericida que qualquer industrializado de supermercado correspondente, por isto não conseguiram fechar seu abatedouro. E várias outras curiosidades.

Food Matters: fala da nutrição pelos componentes básicos e necessidades diárias que o corpo necessita e como isto pode mudar o quadro medicinal das pessoas. Por exemplo, o uso de niacina, a vitamina B3 para acabar com depressão. Para o especialista do documentário, antes de tratar a depressão a níveis psicológicos ou drogas, a pessoa deveria estar bem alimentada, assim como seu médico deveria saber lhe dar uma dieta alimentar, ou seja, nutricionistas hoje, são mais medicinais que a medicina e a indústria de remédios, que fabrica componentes que não fazem parte de nossos corpos e nunca trabalham sobre os componentes que realmente estão no organismo. Um exemplo interessante é sobre o Prozac, se comermos 3 castanhas do Pará por dia teremos a mesma dose e efeitos do Prozac, utilizado muito para depressão extrema e outros aspectos parecidos. Ou seja, a velha premissa de Hipócrates, “o homem é o que come” e “que seu remédio seja seu alimento e seu alimento seja seu remédio” são mostrados ao extremo neste documentário.

Mastigue Isso: uma série do TEDEx, palestras de grandes influenciadores mundiais, que fizeram alguma coisa para chamar a atenção para aspectos importantes no mundo. Esta série é sobre alimentação e infelizmente no dia seguinte que iria continuar assistindo, saiu do NetFlix. Assisti dois episódios, um sobre criação de peixes de forma totalmente sustentável e sobre a epidemia de má alimentação americana, de um chef de cozinha. Vale a penar ver estes documentários.

 

O impacto de pequenas trocas

Deixei de ver ESPN, apesar da crítica ácida até à assuntos como política, manifestações e muitas denúncias, é um canal de esporte que não pode realmente abrir o bojo e falar a verdade verdadeira, porque estaria dando um tiro no pé. Troquei a TV fechada, diminuindo os canais ao mínimo (porque uso NET para uma das Internets e não tem opção sem TV). E troquei por Xadrez e jogar Futebol, bem como mais leitura e mais tempo em silêncio. Não foi algo totalmente provocado, foi algo que aconteceu meio naturalmente, meio por enjôo de ver tanta coisa ruim na mídia televisiva e um pouco de reflexão em onde tudo isto vai parar na mente… Uma mente cheia de porcaria não serve para muita coisa. Sem contar o tempo cada vez menor para fazer coisas que realmente importam. Só que quando enxugamos as porcarias, sobra muito tempo para muita coisa. E no final das contas começa a ter que procurar coisas saudáveis para preencher tempos que não existiam, mesmo que sejam somente 5 minutos. No final das contas, houve uma melhoria, associada a reeducação alimentar, que analogicamente é tirar excessos, muitas vezes engordar está associado a atividades mentais, recreativas e emocionais ruins. Pense nisso em sua vida. Pode fazer uma grande diferença mexer em pequenas coisas.

 

Notícias do dia a dia

Usar app de carona pode dar multas de até R$ 5 mil: É triste como iniciativas livres pontencializadas pela Web podem ser mortas simplesmente por que a exploração de certos setores é controlada. É claro que existe o lado de quem trabalha nesta indústria de transporte de pessoas, mas adquirir um carro e andar com ele todos os dias com 3 ou 4 vagas, superlotando o trânsito, também é de uma falta de bom senso social que ainda impossibilitará o ir e vir das pessoas com a super lotação de carros, ou seja, o custo social de montar uma indústria de carros leva a estes extremos. 

Popcorn Time, serviço “gratuito” de filme estilo Netflix via torrent morre em menos de uma semana por medos jurídicos: E o pessoal que desenvolveu mais uma iniciativa para ver filmes gratuitamente pela internet fechou rapidinho. Não tinha como ser diferente. Vide o caso Napster e outros. Não sei porque ainda tem gente que insiste nisso, a única lógica é que tenham criado isto para vender para algum grande estúdio depois. Mas não acredito muito, o protocolo torrent é muito livre para ser usado como propagador de filmes proprietários, ou seja, há muita insegurança nisso. O Netflix já atingiu boa parte do que precisa ser feito neste sentido. 

O desaparecimento do avião na Malásia: Realmente é um grande mistério o desaparecimento do avião na Malásia, o melhor lugar para acompanhar ainda é o Mashable ou o Google News. Mas ainda me pergunto, se ele voou horas depois e foi sequestrado, qual seria o objetivo? Não conheço a região para entender os aspectos políticos, os poucos que há envolvem a Coréia do Norte e afins, e se realmente fosse por ai duvido que seria falado a verdade, provavelmente encobririam o caso. 

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