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Começando a semana! #1

Por em 10 mar 2014 em Marcador | Sem comentários

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Inauguro a partir de hoje a postagem “Começando a Semana”, uma série que buscará destacar os assuntos da semana anterior que fizeram parte do dia a dia mas que não mereceram uma postagem específica. Isto para continuar exercitando a “digestão mental” em um espaço mais intimista, uma vez que rede social não é o melhor lugar para fazer isto.

 

#1: Coursera

Após já ter visto muito barulho sobre, mas não ter tido vontade de saber o que era, descobri o Coursera, após fazer uma pesquisa inicial sobre uma tendência atual, a profissão de Cientista de Dados. É algo que me chama a atenção, mas já descobri que neste nicho de analistas de dados, profissionais de banco de dados e programadores, é uma profissão de modinha. O que já me deixou bem menos empolgado. Mas acabei descobrindo que o Coursera tem este curso à distância. Após me formar em Gestão de TI à distância por EAD, percebi uma queda brusca na oferta de novos cursos, tanto presenciais quanto à distância. As faculdades se tornaram ainda mais arraigadas nos tradicionais assuntos, apenas inserindo matérias inovadoras em alguns cursos tradicionais, o que pode não interessar quem já tem uma formação, mesmo que básica. Da mesma forma, cursos, especializações e pós-graduações caíram muito na qualidade dos assuntos oferecidos, existe um abismo entre o que se aprende de forma autodidata pela internet e pelos projetos do dia a dia, que traduzem o que o mercado quer e estes cursos atuais, mesmo os mais técnicos. Eu diria que em vez de existir um abismo, os cursos caíram no abismo, por assim dizer. Sem muita empolgação, fiz uma busca por Cientista de Dados e encontrei o Coursera, resolvi dar uma olhada e fiquei bastante empolgado com o que vi.

O Coursera oferece formação com certificação de qualidade via internet, já existem diversas parcerias no mundo com outras universidades, que oferecem cursos em várias línguas. Mas a verdade, depois de dar uma olhada nos títulos em português é que os cursos em inglês são os melhores. Como atualmente sou bastante desconfiado com qualquer coisa e temos acesso ao Google (claro, desde que passe das primeiras páginas de resultados), resolvi buscar artigos que falam sobre o Coursera em um tom mais de crítica ou análise. Encontrei um excelente artigo, que diz em tradução livre “eu falhei em meu curso online”. Aqui o artigo.

Muitas pessoas já leriam o artigo e desistiriam de um EAD ou do Coursera, mas ele apenas serviu para me deixar com os pés no chão. Lendo o artigo, percebe-se o quanto somos muito dependentes do presencial, a pessoa descreve que fez seu trabalho escrito, que não era dos melhores, como ela mesma reconheceu, talvez por falta de incentivo presencial, mas a falta de contato não permitiu que ela questionasse a nota. Dai depreende-se diversas situações. É óbvio que há diferenças entre o EAD e o presencial. Se o Coursera quer ser levado a sério, ele tem que levar em conta uma série de questões, como a pessoa ter acesso à internet, muito mais capacidade de pesquisa e muito mais exigente em diversos aspectos. Os números dos alunos que adquirem certificação são desanimadores, para os mais desinteressados, mas para os dedicados são números excelentes. Gosto das sugestões que o artigo dá para melhorar estas reclamações.

Existem dois desafios para mim em realizar um curso destes: o inglês e a linguagem acadêmica forte que parece permear o meio, uma vez que as matérias tem um ponto de vista muito mais científico e técnico, que nós brasileiros precisamos compensar com muita dedicação, uma vez que nem estatística tivemos de forma adequada no ensino médio. Mas vale a pena tentar. O curso funciona por matérias, você paga uma matéria (em média 50 dólares) e por 4 semanas você tem acesso a ela e precisa se dedicar pois há muitos testes e trabalhos, normal em um curso que EAD que quer ser levado a sério. Planejo fazer uma matéria para sentir todas as minhas deficiências e ver se consigo acompanhar o tranco (inglês e conteúdo) e acho que a experiência é única e talvez valha a pena depois tentar chegar a formação por este meio.

Infelizmente não temos nada perto em nosso idioma nem presencialmente, que não nos sufoque e exija todo o tempo do mundo e “um braço e uma perna” em investimento, como comenta o artigo. Então vale a pena tentar o inglês e buscar estas formações fora do país via EAD. Vamos ver se continuo.

 

#2 Flat Design

O Flat Design é uma tendência mundial, modinha de design, que apesar deste aspecto é excelente, porque ajuda a eliminar o “Horror ao vácuo”, nome acadêmico à tendência dos leigos e até designers quererem ocupar todos os espaços vazios em uma arte. Essencialmente, quem mais se aproxima do Flat Design é a nova cara da página inicial do Windows 8, o novo IOS 7 da Apple e vários sites modernos, como o Fitbit.com, que vende pedômetros (aparelhos que te ajudam a monitorar seus exercícios e sono e incentivam a melhorar). Uma das tendências mais atuais do Flat Design é a conexão dos elementos, seja eles estarem “grudados” um ao outro e se separarem pelo contraste das cores, ou seja, na fusão dos elementos de conteúdo, onde um gráfico se mistura às divisões do design, ou várias informações úteis são colocadas sobre uma imagem, aproveitando espaço e não perdendo a leveza. O artigo que despertou esta reflexão foi este.

 

#3 Aplicativos Web

Esta semana que passou comecei a pesquisar sobre fazer aplicativos instaláveis no Android com HTML5, para analisar o último dos famosos desenvolvedores de aplicativos, o PhoneGap. Acabei descobrindo que a iniciativa do Chrome de criar uma biblioteca para criar aplicativos nativos com HTML5 é igual ao jeito de desenvolver no PhoneGap, ou seja, todos baseados em node.js. É bom e ruim ao mesmo tempo. Ainda acho o jeito de programar para Android via Eclipse, bastante demorado e chato. São muitas exigências para quase nada. Ainda há o problema de resolver os dados offline. No final das contas, ainda está longe saber que vai ganhar a briga Aplicativos Web via navegador versus Aplicativos Nativos versus Aplicativos nativos com HTML5. Tudo ainda é muito nebuloso nesta área. Pensava que a iniciativa do Chrome facilitaria, mas que nada, é apenas mais um empacotador de APK. Claro que quem trabalha com isto todo dia é uma coisa, mas para quem ainda faz experiências e não tem demanda clara sobre algumas das tendências, não se sabe o que pode vir a se transformar esta tendência mobile, agora potencializada pela compra do Whatsapp pelo Facebook. O mobile é o futuro, mas se vamos usar tudo via navegador ou via um aplicativo, ainda não sabemos. Mas esta venda do Whatsapp exige mais esforço para aprender a desenvolver aplicativos nativos, sejam essencialmente nativos ou com HTML5.

 

#4 Constância

É triste ver que a maioria dos que tentam melhorar sua saúde fazendo uma dieta, uma reeducação alimentar ou melhorar sua qualidade de vida, desistem e voltam a perder boa parte do seu esforço. Não aconteceu comigo, até porque quero algo constante. Mas esta é uma triste realidade. Só reforça a necessidade de aumentar a constância. Parece que nosso apetite é como as estações e somente muita paciência e disciplina para realizar uma mudança que seja para o resto da vida. Senão o efeito sanfona será somente mais um criador de doenças.

 

#5 O mundo e seus barulhos

Fica até difícil indicar algum artigo sobre a crise na Ucrânia. A guerra de informação agora toma as redes sociais, seja pintando os ucranianos como nazistas (li artigos neste sentido), seja pintando os russos como demônios invasores. E os EUA como os metidos policiais do mundo. No final das contas, é mais um capítulo repetitivo da história da humanidade: muito barulho para algo que pode colocar o mundo em xeque, onde torcemos para que isto não aconteça. Defender um lado? Como defender qualquer um dos lados quando lutam por pedaços de terras? Se matam, hoje psicologicamente, amanhã talvez fisicamente, por uma extensão de terra, onde no máximo vão enterrar os corpos e onde viverão os ganhadores como se estivessem no inferno.

Outro barulho assustador é o racismo. No futebol, no dia a dia da mídia, na mídia brasileira que apóia amarrar pessoas a postes, nesta crise da Ucrânia, na Itália, na Europa, nos EUA, no Brasil, várias manifestações racistas de quem já não quer mais nem respeitar e faz questão de mostrar o que é. Isto é assustador, porque grandes guerras começaram desta forma. Indiferente às consequências globais, mais um capítulo de que muitos se iludem com o “progresso” da humanidade, quando esta no máximo repete sua história. Nenhum artigo para indicar, porque a mídia no geral não está ajudando muito nestes assuntos.

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